Nomadismo Digital: 6 Pros e 4 Contras de um estilo de vida diferente

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As mudanças no mercado profissional ao longo dos últimos anos – impulsionadas pela internet, pelos voos low cost e pela ânsia de fugir à rotina – tem levado à normalização do trabalho remoto e, em menor escala, do nomadismo digital.

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… mas quais são os prós e contras desse estilo de vida e como afeta a saúde mental e a produtividade? 

Neste artigo vamos discutir estes aspectos, assim como falar-te um pouco da minha experiência pessoal pelo mundo do nomadismo.

Prós do estilo de vida "nómada digital/ trabalhador remoto"

Liberdade geográfica – Com o trabalho remoto e nomadismo digital alcanças a verdadeira liberdade geográfica. Basta teres uma boa ligação à internet (idealmente de alta velocidade – sobretudo se precisas de passar o dia em reuniões), que estares a trabalhar a partir da tua casa em Caxias ou em Cuba passa a ser exactamente o mesmo!

Flexibilidade – Para além da liberdade geográfica, torna-se mais comum encontrares empresas que prioritizam a productividade ao invés do cumprimento dos típicos “horários das 9h às 5h”. Podes juntar-te ao “5am club” ou pelo contrário ser uma “ave noctura”, desde que apresentes resultados.

Equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal – Ao trabalhar remotamente, o tempo que deixas de perder no trânsito permite-te dormir mais um pouco de manhã, sair para uma corrida ou até para ir ao ginásio em determinado momento do dia. Tudo joga a favor da tua saúde física e mental.

Productividade – Todos sabemos que quando nos sentimos bem, trabalhamos melhor. E isso também passa pelo espaço físico – há pessoas que só conseguem trabalhar sem distracções, mantendo o foco e não sendo permanentemente interrompidas. Outras há que precisam de trabalhar num ambiente com outras pessoas. Sozinho ou acompanhado, podes trabalhar onde te sentes melhor e mais productivo.

Viabilidade económica – Os nómadas digitiais estebelecem-se temporariamente em diferentes locais do mundo, mas nunca ficam por mais do que alguns meses. Tipicamente as escolhas recaem em locais com custo de vida mais barato, ao mesmo tempo que mantém uma fonte de rendimento constante. E isso reflecte-se, claro, na qualidade de vida e na capacidade de fazer investimentos financeiros com vista ao futuro.

Possibilidade de viajar e explorar o mundo – 
 eu diria que esta é a melhor parte de se trabalhar remotamente! Conhecer outros países, outras culturas, outras formas de estar, e nunca deixando de ter um rendimento permanente. A rede de contactos que se cria é também fundamental ao nosso próprio desenvolvimento pessoal.

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Contras do estilo de vida "nómada digital/ trabalhador remoto"

Isolamento e solidão – Pessoas mais sociáveis podem sentir-se deslocadas do seu meio, ao deixarem de ter elementos de referência no seu dia a dia. É importante manter uma rede de apoio, entre amigos e outros profissionais do ramo, que nos mantenham motivados e equilibrados.

Acesso à internet – este é um básico – não há trabalho remoto sem internet. A qualidade da ligação à internet é um aspecto inegociável no momento de decidir para onde se vai trabalhar remotamente. Aconselho sempre a que solicites um speed test ao alojamento em que tencionas ficar! Basta escreveres “internet speed test” que o google ajuda-te imediatamente!

Organização pessoal – Aquilo que pode ser uma vantagem, pode também ser visto como uma desvantagem: o trabalhador tem de ser altamente disciplinado para manter a consistência laboral, sob o risco de “perder o norte”, com impacto directo na productividade. Saber definir horários para trabalho e lazer é fundamental, para que os momentos não se misturem.

Cobertura de saúde (seguro) – sobretudo para os nómadas digitais (ou trabalhadores remotos que estão frequentemente no estrangeiro), adquirir um seguro de viagem e de saúde é fundamental. É uma despesa adicional mas que trará segurança para qualquer eventualidade. Ah, e não te esqueças de marcar a tua Consulta do Viajante Online, claro!

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Qual o impacto do nomadismo digital na saúde mental?

Conforme explorado acima, ser nómada digital ou trabalhador remoto abre uma imensidão de possibilidades.

A verdade é que, com a internet (e sobretudo no pós-pandemia), nada será mais o mesmo; a tempo, os próprios empregadores terão de rever as políticas laborais e ir ao encontro dos desejos e necessidades dos funcionários, que cada vez mais procuram a flexibilidade e o equilibrio entre a vida pessoal e profissional.

O nomadismo digital (ou a capacidade de trabalhar remotamente a partir de qualquer lugar do mundo) também tem um impacto significativo na saúde mental. 

A nível pessoal, a gestão autónoma do horário de trabalho articulada com uma vida familiar mais próxima permite que os pais possam ser mais presentes nas vidas dos filhos, participar nas tarefas domésticas de forma equilibrada ou mesmo ter mais tempo para si próprios e para as suas actividades de lazer. A dinamização de factores promotores de saúde e bem estar é um dos pilares fundamentais para a gestão de stress, prevenção de burnout e motor de inspiração, motivação e bem-estar. 

A nível profissional, é o adeus aos conflitos directos no ambiente de trabalho com outros colegas (quem não conhece alguém que esteja a passar por isso agora mesmo?). Enquanto médica de família, os relatos de conflitos laborais faziam parte do meu dia-a-dia, com utentes frequentemente ansiosos, deprimidos e até mesmo a solicita baixa médica como “solução” dos seus problemas. 

Os benefícios e desvantagens do nomadismo digital e trabalho remoto podem e devem ser ponderados, embora a balança tenda claramente para as vantagens deste novo estilo de vida a todos os níveis – sobretudo quando o trabalhador tem os seus valores e princípios bem estruturados e assume que a sua responsabilidade para com a entidade empregadora se mantém, mesmo que a partir de “casa”. 

A minha experiência pessoal como trabalhadora remota

Tendo “fugido” em 2017 do registo profissional mais normal (o manhã-tarde de segunda a sexta, com horas extra aqui e ali), cedo abracei o estilo de vida remoto. À data de hoje, posso dizer que já trabalhei a partir de países tão distintos quanto o Peru, Polinésia Francesa, Marrocos, Indonésia ou Moçambique.

Embora viaje frequentemente e trabalhe a partir do estrangeiro com regularidade, não me identifico como nómada digital: o meu “poiso” está bem estabelecido em Lisboa, onde ainda assim passo pelo menos metade do ano; e as saídas, essas, são mais regulares que prolongadas. Assim, revejo-me mais na categoria de “trabalhadora remota”, sendo hoje em dia 100% da minha actividade profissional desempenhada online. 

Trabalhar online em registo remoto trouxe o re-estruturar das minhas rotinas, com um esforço ainda constante (e nem sempre bem sucedido, confesso) para tentar trazer um equilibrio entre a actividade profissional e vida pessoal.

Uma das minhas melhores estratégias foi definir e respeitar blocos de actividade concretos na minha agenda, deixando também alguns momentos para lazer que podem incluir simplesmente descanso, leitura ou ir ao ginásio. A nível alimentar comecei também a fazer uma alimentação mais diversificada, equilibrada e à bse de produtos frescos: seja fazendo as refeições em casa ou fora, acabou-se a comida de cantina, os pré-confeccionados e os “tupperwares”!

Descobri também que viajar em trabalho funciona muito bem no meu caso, ao sentir-me útil e productiva mesmo que num ambiente diferente. Neste aspecto, a maior desvantagem prende-se mesmo com o jet-lag inicial e com o ajuste aos horários no caso de reuniões transcontinentais. 

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A SafetyWing é um seguro de saúde e viagem criado por nómadas e para nómadas. Com uma subscrição mínima de 5 dias e a melhor cobertura do mercado (sim, podes ir a – qualquer! – serviço de saúde durante a tua viagem, e não apenas aqueles que outras seguradoras te indicam…), sentes-te verdadeiramente protegido em 185 países!

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